Um dia após a operação que resultou na prisão do presidente venezuelano Nicolás Maduro e sua esposa Cilia Flores, o presidente americano Donald Trump voltou a falar sobre anexar a Groenlândia e subiu o tom contra o presidente da Colômbia, Gustavo Petro.
Novas ameaças
No domingo (4), o presidente americano disse que Gustavo Petro deveria “tomar cuidado”, descrevendo-o como “um doente que gosta de produzir concaína e vendê-la para os Estados Unidos”, alegando que o presidente colombiano, assim como Nicolás Maduro, detém laços com o narcotráfico.
Gustavo Petro é o primeiro presidente de esquerda a assumir o posto de mandatário da Colômbia.
A reação foi de total repúdio e o presidente colombiano inclusive escreveu na rede social X (antigo Twitter) que “pegaria em armas” se fosse preciso.
No mesmo pronunciamento, Donald Trump voltou a falar sobre a anexação da Groenlândia ao território americano, reiterando um tema que ele recorrentemente aborda.
Segundo o presidente americano, os EUA precisam da Groenlândia pela sua posição geográfica no mar do Atlântico e seus recursos naturais.
Assim como na Colômbia, as reações foram de repúdio aos comentários do presidente, inclusive, com o primeiro-ministro da Groenlândia, Jens-Frederik Nielsen afirmando que “já chega” de ameaças por parte do governo americano.
Vale lembrar que a Groenlândia é um território autônomo da Dinamarca, ou seja, apesar de ter um governo e autônomia própria, o território é dinamarquês que por ventura é também membro da Otan (Organização do Tratado do Atlântico Norte) o qual os EUA fazem parte.
O momento dos comentários
Estes comentários feitos pelo presidente a bordo do Air Force One para os jornalistas presentes e em entrevista à revista The Atlantic vêm em um momento em que os EUA mostraram força e destreza militar a partir da operação que culminou na captura do presidente venezuelano Nicolás Maduro e que não resultou em nenhuma baixa do lado americano.
Apesar disso, a comunidade internacional tem se mostrado preocupada com as recentes posturas do governo de Washington.
Seguiremos acompanhando o caso para mais desdobramentos.


