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Após a Operação Compliance Zero, Banco Central decreta liquidação extrajudicial da Reag Investimentos

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Foto: Divulgação / Reag

O desdobramento da Operação Compliance Zero, deflagrada pela Polícia Federal nesta semana, já começa a produzir efeitos diretos no sistema financeiro. Na noite de quinta-feira (15), o Banco Central do Brasil decretou a liquidação extrajudicial da Reag Trust DTVM, instituição ligada à Reag Investimentos.

A medida foi tomada após o Banco Central identificar graves violações às normas do Sistema Financeiro Nacional (SFN), envolvendo operações estruturadas em parceria com o Banco Master, alvo central da segunda fase da Compliance Zero, realizada no dia 14.

Operações irregulares e falhas graves de gestão

Segundo informações encaminhadas pelo Banco Central ao Tribunal de Contas da União, fundos administrados pela Reag Trust teriam estruturado operações fraudulentas com o Banco Master entre julho de 2023 e julho de 2024.

De acordo com o relatório, as transações apresentavam falhas graves de gestão de risco, crédito e liquidez, além de estarem em desacordo com as normas que regem o funcionamento do sistema financeiro brasileiro. O entendimento da autoridade monetária é de que as irregularidades comprometeram a segurança das operações e justificaram a intervenção imediata.

Histórico de investigações e conexão com outras operações

A Reag Trust já figurava no radar das autoridades. A empresa foi alvo de investigações na Operação Carbono Oculto, que apura suspeitas de lavagem de dinheiro envolvendo o setor de combustíveis, facções criminosas como o PCC e empresas financeiras.

Nesse contexto, o Banco Master mantinha vínculos financeiros com a Reag Investimentos e com a Trustee DTVM, instituições que passaram a ser analisadas de forma mais ampla após o avanço das investigações federais. A liquidação extrajudicial é vista como parte de um movimento coordenado para desmontar estruturas financeiras usadas para sustentar esquemas de fraude e ocultação de recursos.

Bens bloqueados e possíveis novas sanções

Em nota oficial, o Banco Central informou que seguirá adotando todas as medidas cabíveis para apurar responsabilidades dentro de suas competências legais. O comunicado destaca que o resultado das apurações pode levar à aplicação de sanções administrativas e ao envio de informações a outras autoridades competentes.

Conforme previsto em lei, com a decretação da liquidação extrajudicial, os bens dos controladores e dos ex-administradores da instituição ficam indisponíveis, medida que visa preservar recursos e garantir eventual ressarcimento.

A decisão reforça o recado dado ao mercado após a Operação Compliance Zero: irregularidades sistêmicas e conexões financeiras opacas não serão tratadas como falhas pontuais, mas como riscos estruturais ao sistema financeiro.

Informações CNN.

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