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Caso Banco Master: pagamentos do FGC começam hoje e marcam maior resgate da história

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Foto: Divulgação / FGC

Os efeitos da liquidação do Banco Master começam a chegar, de forma prática, ao bolso de clientes e investidores. A partir desta segunda-feira (19), o Fundo Garantidor de Créditos (FGC) inicia o pagamento dos valores devidos aos credores da instituição, em um processo que já é considerado o maior resgate da história do fundo.

Segundo o FGC, cerca de 369 mil investidores já solicitaram o reembolso, de um universo aproximado de 800 mil credores. A expectativa é de que R$ 40,6 bilhões sejam pagos nesta primeira etapa, beneficiando inicialmente cerca de 150 mil clientes que já concluíram todo o processo de solicitação.

Quanto será pago e para quem

Com a liquidação do Banco Master, o FGC estima que precisará desembolsar cerca de R$ 41 bilhões, valor que representa aproximadamente um terço de todo o patrimônio do fundo. O ressarcimento é limitado a R$ 250 mil por CPF ou CNPJ, por instituição financeira, respeitando o teto global de R$ 1 milhão a cada quatro anos por pessoa.

Esse pagamento, no entanto, não ocorre de forma automática. Ele depende da consolidação da lista oficial de credores pelo liquidante nomeado pelo Banco Central, um processo que ainda está em andamento, mesmo dois meses após a decretação da liquidação.

Quem fica de fora do ressarcimento

Nem todos os investidores terão direito à proteção do FGC. Fundos de investimento administrados pela Reag, por exemplo, não são cobertos pelo fundo garantidor. Nesse caso, os cotistas podem optar por transferir a administração dos recursos para outra gestora, mas não contam com reembolso automático.

Além disso, 18 fundos de pensão estaduais e municipais, que investiram cerca de R$ 1,86 bilhão em fundos do Master e em Letras Financeiras, não serão ressarcidos, já que esse tipo de aplicação também não está incluído na cobertura do FGC.

Alta demanda e sistema sob pressão

De acordo com o próprio fundo, o sistema de atendimento tem processado cerca de 9 mil pedidos por hora, o equivalente a 2,5 solicitações por segundo. Apesar disso, o FGC reconheceu que, em momentos de pico, há registros pontuais de lentidão devido ao volume elevado de acessos simultâneos.

Ainda assim, a entidade afirma que os pagamentos aos investidores que já concluíram a solicitação devem ser feitos em até dois dias úteis.

Afinal, o que é o FGC e como ele funciona

O Fundo Garantidor de Créditos é uma entidade privada, sem fins lucrativos, mantida pelas próprias instituições financeiras. Ele funciona como uma espécie de seguro do sistema bancário, criado para proteger depositantes e investidores em casos de falência, liquidação ou intervenção de bancos e financeiras.

O FGC cobre aplicações como:

  • Poupança
  • Conta corrente
  • CDBs e RDBs
  • LCIs e LCAs
  • Letras de Câmbio e Letras Hipotecárias

Por outro lado, não cobre:

  • Fundos de investimento
  • Ações
  • Letras Financeiras

Empréstimos ou produtos fora da lista de garantia

O objetivo central do fundo é preservar a confiança no Sistema Financeiro Nacional e evitar corridas bancárias que possam gerar crises em cadeia.

Enquanto os pagamentos avançam, o caso do Banco Master segue sendo acompanhado de perto pelo mercado, pelo Banco Central e por investidores, tanto pelo volume financeiro envolvido quanto pelo impacto sistêmico que o episódio pode deixar como legado.

As informações são da Agência Brasil e da CNN.

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