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Brasil fica na 107ª posição no Índice de Percepção da Corrupção 2025

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País registra 35 pontos e mantém trajetória de estagnação em patamar baixo, ficando atrás da média global e de nações vizinhas.


O Brasil apresentou um desempenho preocupante no Índice de Percepção da Corrupção (IPC) 2025, divulgado pela Transparência Internacional. O país obteve apenas 35 pontos, o que o posicionou no 107º lugar entre os 180 países e territórios avaliados. O resultado marca uma das piores colocações do Brasil na série histórica, reforçando um cenário de fragilidade institucional e dificuldades no controle da corrupção no setor público.

A pontuação de 2025 mantém o Brasil em um estado de “estagnação em patamar baixo”, distante da média global e perdendo espaço para países com níveis de renda semelhantes.

Desempenho histórico e comparativo

A série histórica do IPC, iniciada em 2012, mostra que o Brasil nunca conseguiu sustentar avanços estruturais significativos. Os melhores resultados foram colhidos entre 2012 e 2014, quando o país chegou a marcar 43 pontos. Desde 2015, no entanto, a nota permanece abaixo da média mundial.

  • Pontuação 2025: 35 pontos (107ª posição)
  • Pontuação 2024: 34 pontos (pior nota histórica)
  • Média Global: O Brasil permanece significativamente abaixo do desempenho médio dos países avaliados.

Fatores que explicam o resultado negativo

De acordo com o relatório da Transparência Internacional, o mau desempenho brasileiro em 2025 é reflexo de um conjunto de retrocessos e omissões nos três Poderes:

  1. Enfraquecimento da Justiça: A dificuldade em manter a independência de órgãos de controle e a percepção de impunidade em casos de alta corrupção afetam diretamente a nota.
  2. Captura do Estado: O relatório aponta para o risco de instituições serem influenciadas por interesses políticos e econômicos, reduzindo a transparência em gastos públicos.
  3. Restrições à Transparência: Conflitos entre leis como a LAI (Lei de Acesso à Informação) e a LGPD têm sido usados para dificultar o controle social sobre atos do governo.
  4. Espaço Cívico: Ataques à liberdade de imprensa e a organizações da sociedade civil contribuem para um ambiente de menor accountability.

O cenário global e recomendações

Pelo oitavo ano consecutivo, a Dinamarca lidera o ranking com 89 pontos, seguida por Finlândia e Nova Zelândia. No extremo oposto, países como Somália e Sudão do Sul figuram com as piores percepções de integridade.

Para 2026, a Transparência Internacional recomenda ao Brasil:

  • Fortalecimento da Autonomia: Garantir que o Ministério Público e a Polícia Federal atuem sem interferências políticas.
  • Transparência no Orçamento: Acabar com mecanismos que facilitam a opacidade na distribuição de verbas parlamentares.
  • Proteção à Democracia: blindar as instituições de ataques que visam deslegitimar o sistema de freios e contrapesos.

Impacto na imagem internacional

A baixa posição do Brasil no ranking tem efeitos diretos na economia, especialmente na atração de investimentos estrangeiros. Investidores globais utilizam o IPC como termômetro de risco para decidir onde alocar capital, e a percepção de corrupção elevada encarece o crédito e afasta projetos de longo prazo.

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