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Nesta segunda-feira (9/02/2026), o mercado financeiro brasileiro viveu um dia de forte otimismo, com o dólar comercial fechando no menor nível em 21 meses e o principal índice de ações, o Ibovespa, alcançando um novo recorde histórico. O movimento reflete tanto fatores internos quanto mudanças na dinâmica internacional que têm favorecido ativos de mercados emergentes.
Dólar em baixa: R$ 5,18, menor desde maio de 2024
O dólar comercial encerrou o dia vendido a R$ 5,188, com queda de 0,62% em relação ao fechamento anterior, e chegou a operar em valores ainda menores durante a sessão, próximos de R$ 5,17. Esse nível é o mais baixo desde 28 de maio de 2024, quando a moeda norte-americana foi cotada em cerca de R$ 5,15, um sinal de fortalecimento do real frente ao dólar.
A moeda acumula queda de mais de 5% no ano de 2026, impulsionada por movimentos externos, expectativas sobre a política monetária nos Estados Unidos e maior apetite por ativos de risco, como ações de mercados emergentes.
Ibovespa bate recorde acima de 186 mil pontos
Na B3, Bolsa de Valores de São Paulo, o índice Ibovespa teve forte valorização e fechou aos 186.241 pontos, com alta aproximada de 1,8% na sessão, estabelecendo um novo recorde histórico de fechamento.
O desempenho positivo foi liderado por ações de bancos, petroleiras, mineradoras e setores de commodities, que são componentes com peso relevante no índice, beneficiando-o em ambiente de maior liquidez e confiança do investidor.
Fatores que ajudam a explicar o movimento
Analistas de mercado apontam que vários fatores contribuíram para esse cenário favorável:
- Aumento do apetite por risco global: investidores tendem a buscar ativos de mercados emergentes quando o dólar enfraquece em âmbito internacional.
- Queda nas expectativas para juros futuros nos EUA: dados econômicos americanos abaixo do esperado podem levar o Federal Reserve (Fed) a reduzir taxas, pressionando o dólar para baixo frente a outras moedas.
- Movimentos externos e reavaliação de estratégias de bancos globais: especulações sobre alocação de reservas e diversificação de portfólios também favorecem moedas de mercados emergentes.
O que isso significa para a economia brasileira
Para consumidores e empresas, a queda do dólar pode reduzir o custo de importações, favorecer produtos atrelados à moeda americana e aliviar pressões sobre preços internos, embora o impacto dependa também de outros fatores, como inflação e demanda local.
Já o Ibovespa em alta histórica reforça a confiança de investidores no Brasil, podendo atrair ainda mais capital estrangeiro e impulsionar investimentos em setores estratégicos da economia nacional.
O que observar nos próximos dias
- Especialistas recomendam acompanhar:
- Decisões de política monetária nos EUA e no Brasil
- Indicadores de inflação local e global
- Fluxos de capital estrangeiro nos mercados emergentes
Movimentos nessas frentes podem influenciar a trajetória do câmbio e da bolsa ao longo das próximas semanas.


