Foto: Gustavo Moreno/STF
O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Flávio Dino, determinou a quebra do sigilo bancário, de bens, direitos e valores dos deputados federais Sóstenes Cavalcante (PL-RJ) e Carlos Jordy (PL-RJ). A decisão foi tomada no âmbito da Operação Galho Fraco, deflagrada pela Polícia Federal na manhã desta sexta-feira (19).
Os parlamentares são investigados por suposto desvio de recursos da cota parlamentar e lavagem de dinheiro. A medida tem como objetivo aprofundar as apurações sobre a movimentação financeira dos investigados e identificar possíveis irregularidades.
PF apreende dinheiro em espécie
Durante as buscas realizadas pela Polícia Federal, foram apreendidos R$ 430 mil em dinheiro vivo em um endereço ligado ao deputado Sóstenes Cavalcante, que atualmente exerce a liderança do PL na Câmara dos Deputados.
Segundo investigadores, a quantia em espécie levanta suspeitas sobre a origem dos recursos, reforçando a necessidade da quebra de sigilo para rastrear eventuais conexões com empresas de fachada ou esquemas de ocultação de patrimônio.
Objetivo da quebra de sigilo
A decisão do ministro Flávio Dino autoriza o acesso a informações financeiras detalhadas dos deputados, incluindo:
● Movimentações bancárias
● Declarações de bens
● Direitos e valores vinculados aos investigados
A intenção é verificar se há incompatibilidade entre a renda declarada e o patrimônio movimentado, além de possíveis vínculos com terceiros usados para ocultar recursos.
Defesa ainda não se manifestou
Até o momento, a defesa de Sóstenes Cavalcante e Carlos Jordy não se pronunciou sobre a decisão do STF nem sobre as acusações investigadas no âmbito da Operação Galho Fraco.
O caso segue sob investigação da Polícia Federal, com acompanhamento do Supremo Tribunal Federal.


