Ação de marketing da marca de calçados gera reações políticas e mobilização nas redes sociais após declarações da atriz.
A marca Havaianas, controlada pela Alpargatas, tornou-se o centro de um debate político intenso no Brasil nos últimos dias. O movimento de boicote ganhou força após a veiculação de uma campanha publicitária estrelada pela atriz Fernanda Torres. A reação, liderada por figuras políticas como o deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP), questiona o posicionamento da artista e a escolha da empresa em associar sua imagem à dela.
O que motivou o movimento contra a marca
O descontentamento de setores da direita brasileira não se deve ao produto em si, mas a declarações anteriores de Fernanda Torres e ao conteúdo da peça publicitária. No comercial, a atriz utiliza tons de ironia para descrever o “espírito brasileiro” e a onipresença do chinelo no cotidiano do país.
Para críticos do comercial, a fala da atriz foi interpretada como uma crítica velada a valores conservadores ou ao patriotismo defendido por determinados grupos políticos. O deputado Eduardo Bolsonaro publicou vídeos descartando pares de sandálias, incentivando seus seguidores a migrarem para marcas concorrentes.
O impacto para a Alpargatas e a resposta da marca
Até o momento, a estratégia de comunicação das empresas envolvidas em casos semelhantes tem sido o foco na neutralidade institucional. A Alpargatas, detentora da Havaianas, tradicionalmente aposta em campanhas que reforçam a “brasilidade” como um conceito universal, tentando atingir todos os espectros da pirâmide de consumo.
Especialistas em mercado indicam que, embora o ruído digital seja alto, o impacto real nas vendas a longo prazo depende da duração da mobilização e da capacidade de resposta da marca ao público fiel que não se envolve na disputa política.
Veja algumas das reações


