Uma ativista foi detida pela Polícia Militar em Florianópolis, Santa Catarina, após distribuir panfletos com os nomes de deputados estaduais que votaram a favor do fim das cotas raciais em universidades públicas do estado. O incidente, que envolveu um confronto com a deputada Ana Campagnolo (PL), ocorre em um cenário de alta tensão política após a recente aprovação do projeto pela Assembleia Legislativa de Santa Catarina (Alesc), reacendendo o debate sobre liberdade de expressão e políticas afirmativas no estado.
A Detenção e o Confronto
A ativista foi abordada pela Polícia Militar enquanto distribuía panfletos que divulgavam os nomes dos parlamentares que votaram favoravelmente à extinção das cotas raciais nas instituições de ensino superior estaduais. De acordo com informações apuradas, a detenção ocorreu após um incidente com a deputada estadual Ana Campagnolo (PL), que registrou um boletim de ocorrência (B.O.) sobre o episódio. Imagens divulgadas amplamente nas redes sociais mostram a abordagem policial e a condução da mulher em meio à manifestação.
A Controvérsia das Cotas Raciais em SC
A aprovação do projeto de lei pela Assembleia Legislativa de Santa Catarina (Alesc) extingue as cotas raciais em universidades estaduais, medida que gerou reações contrárias em nível nacional. A ministra da Igualdade Racial, Anielle Franco, classificou a decisão como um “retrocesso”, destacando o impacto potencial nas políticas de inclusão e acesso ao ensino superior para grupos historicamente marginalizados. A votação na Alesc movimentou o cenário político catarinense e intensificou a polarização em torno do tema das ações afirmativas.
Apoio Jurídico e Repercussão Nacional
Em resposta à detenção, o Partido Socialismo e Liberdade (PSOL) comunicou que está prestando assistência jurídica imediata à ativista, sublinhando a defesa da liberdade de manifestação. O caso ganhou ampla repercussão nas redes sociais, com diversas opiniões sobre os limites da expressão em atos públicos e a validade das políticas de ação afirmativa. A situação em Florianópolis reacendeu o debate nacional sobre o direito à manifestação e a importância das cotas raciais como ferramenta de inclusão social e reparação histórica.


