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Balanço do acordo entre União Européia e Mercosul

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Após 25 anos de negociações, o acordo entre a União Européia e o Mercosul foi firmado nesta semana criando o maior mercado de livre comércio do mundo. O acordo foi amplamente comemorado por lideraças sul-Americanas e européias que enxergam um futuro mais economicamente prolífero para ambos os lados. 

O acordo

Muitos analistas concluíram que a recente operação dos EUA para a captura do presidente Nicolás Maduro , outros episódios protagonizados pelo presidente Donald Trump e as incertezas da guerra da Ucrânia desempenharam um papel fundamental para que os dois blocos econômicos chegassem a um acordo após mais de duas décadas. 

De um lado, Brasil, Argentina, Paraguai e Uruguai, do outro, a União Européia chegaram a um acordo que impactará diretamente 700 milhões pessoas e prevê o corte de 90% dos impostos entre produtos trocados entre os dois blocos.

Os detalhes do acordo ainda correm em sigilo, porém, fontes ouvidas e analistas especulam que ele trará mais flexibilidade econômica para os membros dos dois blocos que buscam uma proteção contra as volatilidades econômicas promovidas pelo presidente Donald Trump em sua guerra tarifária.

Vale lembrar que, no caso do Brasil, a União Européia é o segundo maior parceiro comercial, atrás apenas da China e, o primeiro em destinos das exportações.

O multilateralismo como arma contra o tarifaço

Este acordo é mais um dos vários sendo firmados ao redor do mundo, principalmente entre países que foram afetados pela guerra tarifária dos EUA em 2025. A Ásia, por exemplo, movimenta acordos para aumentar o comércio na região, especialmente entre Japão, Coréia do Sul e China.

Além disso, o acordo firmado entre os dois blocos abre caminhos para outros acordos. 

O Mercosul, segundo Welber Barral, ex-secretário de comércio brasileiro, ao UOL, ganha forças para concluir acordos com o Canadá e os Emirados Árabes Unidos.

Nem tudo são flores…

Apesar do acordo histórico, alguns setores econômicos estão preocupados com ele. Produtores agrícolas na França tem feito paralisações e protestos por temerem a entrada de produtos sul-americanos com o preço muito menor, o que colocaria em risco a competitividade dos produtos locais. 

No Brasil, o empresariado ainda não sabe muito bem como colher os frutos deste acordo, nem quais serão os impactos reais de oportunidades dos negócios.

Seguiremos acompanhando os desdobramentos.

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