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Banco Central encerra era Renato Gomes após gestão marcada por intervencionismo

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O Banco Central encerra um dos capítulos mais tensionados de sua história recente. A passagem de Renato Gomes pela instituição ficou marcada por um estilo intervencionista, decisões concentradas e um nível de ruído institucional que destoou do papel esperado da autoridade monetária.

No lugar de previsibilidade, instalou-se a insegurança jurídica. Onde deveria haver diálogo técnico, prevaleceram decisões unilaterais. O resultado foi um ambiente de incerteza que ultrapassou os muros do sistema financeiro.

O crédito ficou mais caro, investimentos foram postergados e a confiança no arcabouço regulatório sofreu desgaste real. O mercado não reagiu por ideologia, reagiu por sobrevivência.

Agora, o Banco Central entra em um ponto de inflexão. O desafio é reconstruir credibilidade, reequilibrar a regulação e devolver ao sistema financeiro aquilo que ele exige para funcionar bem: estabilidade, clareza e previsibilidade.

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