Foto: Reprodução Instagram Seahawks
O Super Bowl LX, a grande final da temporada 2025 da NFL (National Football League), consagrou os Seattle Seahawks com a vitória por 29 a 13 sobre o New England Patriots neste domingo (8), em partida disputada no Levi’s Stadium, em Santa Clara (Califórnia, EUA). O evento também ficou marcado pelo show do intervalo com Bad Bunny, que chamou atenção global tanto pela música quanto pela mensagem cultural e simbólica da performance.
O jogo: Seahawks dominam e conquistam o segundo título
A final do futebol americano mais assistida do ano começou com os Seattle Seahawks tomando a dianteira desde o início, impondo forte marcação e inconsistência ofensiva dos Patriots. Com placar controlado ao longo do jogo, Seattle terminou com 29 a 13, contando com defesas sólidas e jogadas decisivas que impediram a reação de New England.
O desempenho da defesa dos Seahawks foi um dos destaques, com pressionarções e turnovers que minaram as chances dos Patriots de encostar no placar. O running back Kenneth Walker III foi eleito o MVP (jogador mais valioso) da partida, contribuindo significativamente com corridas importantes e movimentação consistente pelo chão.
Bad Bunny faz história no show do intervalo
O show do intervalo do Super Bowl foi liderado pelo cantor porto-riquenho Bad Bunny, em uma apresentação que misturou repertório de hits, elementos culturais e participações especiais. Esta é considerada a primeira vez que um artista latino liderou quase toda a performance em espanhol nesse momento icônico do evento esportivo mundial.
Bad Bunny apresentou músicas conhecidas como “Tití Me Preguntó”, “Yo Perreo Sola” e “DtMF (Debí Tirar Más Fotos)”, além de contar com convidados como Lady Gaga, Ricky Martin e membros do grupo Los Pleneros de la Cresta em partes do set list. A performance destacou elementos da cultura latino-americana e trouxe cenários que remetiam a comunidades e tradições, ampliando a conexão com o público global.
Repercussão cultural e mensagens do show
O espetáculo de Bad Bunny foi amplamente comentado nas redes sociais e na imprensa internacional como um momento cultural significativo, especialmente por sua combinação de música, linguagem e identidade. Pessoas em Porto Rico e em diversas comunidades latino-americanas celebraram a apresentação como um marco representativo de visibilidade e orgulho cultural.
Ao final do show, o artista fez um gesto simbólico ao segurar uma bola de futebol americano com a frase “Together we are America” (Juntos somos a América) e proferiu palavras de unidade, reforçando a mensagem de inclusão e diversidade enquanto encerrava sua participação.
Reações e controvérsias
Nem todas as reações foram unânimes. A escolha de Bad Bunny como atração principal gerou críticas de algumas figuras públicas conservadoras nos Estados Unidos, incluindo o presidente Donald Trump, que classificou o show como “absolutamente terrível” em publicações nas redes sociais.
Ao mesmo tempo, muitos fãs e artistas elogiaram a apresentação pela energia, diversidade e mensagem positiva, destacando a importância do evento como plataforma cultural além de esportiva.
Um evento que ultrapassa o esporte
O Super Bowl LX mais uma vez se confirmou como um dos maiores eventos do ano em termos de audiência global, combinando espetáculo esportivo e cultural, com a vitória marcante dos Seahawks e o show de Bad Bunny no centro das conversas nas redes e na imprensa internacional.
Enquanto os fãs já esperam pela próxima edição, este Super Bowl entra para a história não apenas pelo resultado dentro de campo, mas também pela performance que gerou debates e engajamento cultural em escala global.


