O cenário da presidência segue em constante evolução e alteração, antes, as pesquisas traziam diversos cenários entre o atual presidente Lula (PT) e vários candidatos da direita como Tarcísio de Freitas (Republicanos), Ratinho Jr. (PSD), Romeu Zema (Novo), Eduardo Leite (PSD) e Ronaldo Caiado (PSD).
Porém, hoje, vemos uma concentração da Direita à imagem de Flávio Bolsonaro, filho do ex-presidente Jair Bolsonaro, e alguns outros candidatos que se mostram muito mais como “alternativas” do que candidatos de fato como Ratinho Jr., Romeu Zema e Romeu Zema.
Sobram opções na Direita enquanto Lula se isola
Independentemente das pesquisas lançadas, o que vemos é uma falta de opções na esquera para substituir o atual presidente Lula, que tentará um quarto mandato e hoje tem 80 anos de idade, ponto que será explorado pela Direita.
Por outro lado, vemos que a Direita, até o momento, está testando nomes para chegar a um consenso, apesar do filho do ex-presidente, Flávio Bolsonaro, estar um passo à frente em relação aos outros candidatos.
Se, de um lado, a Esquerda está esvaziada, a Direita segue com alguns embates internos onde alguns candidatos devem, mesmo com a boa performance de Flávio, se lançar como candidatos para tentar mostrar que são opções mais ao centro do espectro político.
O que dizem as pesquisas
Desde o começo do ano, diversas pesquisas de opinião tem trabalhado diversos cenários para mostrar como estão as intenções de voto do eleitor e traçar um cenário para o pleito presidencial no final do ano.
Flávio teve um começo tímido, mas segue evoluindo.
A família do ex-presidente sofreu um forte baque no começo do ano com a prisão de Jair Bolsonaro com as acusações de envolvimento nos atos de 08 de Janeiro de 2023.
Sem um nome claro para continuar com um membro da família, a Direita acabou abrindo espaço para nomes como o do atual Governador do estado de São Paulo, Tarcísio de Freitas. Um nome que agradou a oposição do atual governo e ao empresariado da Faria Lima.
Porém, em uma manobra que sinalizou o alinhamento de Tarcísio com a família Bolsonaro, o governador paulista disse, em janeiro de 2026 que Flávio é “o seu candidato”. Até o momento, as pesquisas apontavam Tarcísio como o candidato mais forte em embates contra o atual presidente Lula, sinalizando que em um eventual segundo turno entre os dois, havia um empate técnico.
A partir daí, o que fomos acompanhando pelas pesquisas é que Flávio Bolsonaro passou a crescer de forma estável, enquanto Tarcísio foi deixado de lado, já entendendo que ele não se lançará como candidato.
Ao longo dos três primeiros meses de 2026, Flávio Bolsonaro saiu de uma diferença de 8% das intenções de voto contra o presidente Lula no segundo turno (o que ainda caracterizaria um empate técnico), para uma diferença de apenas 1%, conforme a última pesquisa Real Time Big Data divulgada no último dia 03 de Março.
Lula segue instável, com muitos problemas em volta.
Por outro lado, se o presidente Lula tem a “máquina na mão” ele vem sofrendo com fatores externos à sua imagem propriamente dita.
Recentemente, as investigações acerca dos desvios do INSS apontaram o envolvimento direto de seu filho, Fábio Luís Lula da Silva, que, após a quebra do sigilo bancário, segundo as investigações, teria movimentado mais de R$ 19 milhões. A defesa do filho do presidente fala que os valores eram legais.
Do lado da economia, recentemente o governo aumentou a carga tributária de mais de 1.200 produtos importados; o setor de tecnologia foi um dos mais impactados e deve afetar outros setores, como a indústria.
A resposta a esta nova tributação foi muito negativa, tanto na ala política quanto na sociedade civil, pois, para os dois lados, isso foi um forte sinal de que o governo atual não consegue controlar os gastos e precisa criar novas formas de aumentar a arrecadação. A oposição do governo aproveitou este episódio para se aproximar da sociedade civil, principalmente nas redes sociais.
Todos estes acontecimentos ao redor do atual mandatário parecem prejudicar sua imagem nas pesquisas de intenção de voto a cada nova rodada.
Essa tendência de queda de Lula é especialmente preocupante para a Esquerda pois além dele, não há nenhum nome forte na disputa deste ano e, para ganhar o pleito de 2022, o presidente precisou a recorrer a diversas alianças que não estão “se renovando” para esta nova disputa.
Daqui até outubro muita coisa acontecerá
Mesmo que os nomes ainda não tenham sido oficialmente lançados (isso acontecerá em Agosto) já percebemos muitas movimentações tanto da base quanto da opisição do atual governo que prometem movimentar a sociedade civil.
2026 será um ano de muito agito politico, passeatas, manifestações e um jogo de xadrez para eleger o próximo presidente.
Seguiremos acompanhando as movimentações políticas.


