Levantamento aponta leve queda do atual presidente e crescimento do senador; cenário revela polarização consolidada para a sucessão presidencial.
Pesquisa divulgada pelo instituto Paraná Pesquisas indica um cenário de equilíbrio acirrado em uma eventual disputa de segundo turno entre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o senador Flávio Bolsonaro. Os dados mostram que ambos estão dentro da margem de erro, configurando um empate técnico.
De acordo com o levantamento, Lula aparece com 44,1% das intenções de voto, apresentando uma oscilação negativa de 1,3 ponto percentual em relação à sondagem anterior. Já Flávio Bolsonaro registra 41,0%, com um crescimento de 2,4 pontos percentuais no mesmo período.
O avanço de Flávio Bolsonaro é um dos destaques da pesquisa, sugerindo uma consolidação de seu nome como um dos herdeiros políticos do capital de votos de seu pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro.
Outros cenários de segundo turno
O estudo também testou outros nomes do campo da oposição contra o atual presidente. O padrão de empate técnico se repete com diferentes figuras da direita e centro-direita, o que demonstra uma fragmentação do eleitorado brasileiro em dois blocos quase idênticos em tamanho:
| Candidato(a) de Oposição | Intenção de Voto (Oposição) | Intenção de Voto (Lula) | Condição |
| Jair Bolsonaro* | 43,4% | 43,6% | Empate Técnico |
| Michelle Bolsonaro | 41,4% | 44,8% | Empate Técnico |
| Tarcísio de Freitas | 42,5% | 44,0% | Empate Técnico |
| Flávio Bolsonaro | 41,0% | 44,1% | Empate Técnico |
*: O ex-presidente encontra-se inelegível no momento porém a pesquisa considerou seu nome.
Brancos e nulos e pessoas que não souberam opinar somam 14,9% entre um 2º turno o atual presidente e Flávio Bolsonaro. A pesquisa foi realizada em 18 e 22 de Dezembro de 2025 e ouviu 2.038 entrevistados de 16 anos ou mais em diferentes estados da Federação.
Análise da polarização
O levantamento reforça que a polarização política no Brasil permanece cristalizada. Mesmo após três anos do último pleito presidencial, a divisão entre o “lulismo” e o “bolsonarismo” continua sendo o eixo central da política nacional.
A variação positiva de Flávio Bolsonaro indica que o eleitorado de oposição está propenso a apoiar o filho do ex-presidente, enquanto Lula mantém sua base fiel, mas encontra dificuldades em avançar sobre o eleitorado indeciso.
O que observar nos próximos meses
Com a aproximação do ano eleitoral, alguns fatores serão determinantes para romper este empate:
- Indicadores Econômicos: A percepção da inflação e do mercado de trabalho será o principal cabo eleitoral do governo.
- União da Oposição: A definição de quem será o candidato único da direita (se Flávio, Michelle ou Tarcísio) pode evitar a dispersão de votos.
- Rejeição: O índice de eleitores que “não votariam de jeito nenhum” em cada candidato será crucial para definir o teto de crescimento de cada um.


