Índice apresenta queda superior a 10 pontos percentuais em um ano e registra o menor patamar sob a gestão de Javier Milei.
A taxa de pobreza na Argentina apresentou uma retração significativa, atingindo 27,5% no terceiro trimestre de 2025. Os dados constam em projeção divulgada pelo Conselho Nacional de Coordenação de Políticas Sociais, órgão vinculado ao Ministério do Capital Humano. O resultado aponta para uma trajetória de queda nos indicadores sociais após o pico registrado no ano anterior.
Comparativo e redução percentual
O levantamento indica uma melhora acentuada em relação ao mesmo período de 2024, quando o índice de pobreza no país vizinho estava em 40,2%. Essa variação representa uma queda de 12,7 pontos percentuais em um intervalo de 12 meses.
A análise utiliza como base os dados oficiais fornecidos pelo Indec (Instituto Nacional de Estatísticas e Censos), o órgão responsável pelas métricas econômicas e sociais na Argentina. Esta é a menor taxa registrada desde o início da gestão do presidente Javier Milei, refletindo mudanças na dinâmica econômica recente do país.
Contexto das Políticas Sociais
A redução da pobreza ocorre em um cenário de ajustes fiscais e reformas econômicas. Segundo o governo argentino, o resultado é atribuído a fatores como:
- Controle inflacionário: A desaceleração dos preços teria preservado parte do poder de compra das famílias.
- Recuperação de renda: A estabilização de indicadores macroeconômicos começou a refletir nas camadas mais vulneráveis da população.
- Assistência focalizada: O Ministério do Capital Humano afirma ter reestruturado repasses sociais para garantir maior eficiência nos gastos públicos.
Impacto e Projeções
Apesar da queda expressiva, analistas econômicos destacam que o patamar de 27,5% ainda é considerado um desafio estrutural para a economia argentina. A manutenção dessa tendência de queda depende da continuidade do crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) e da estabilidade do mercado de trabalho.
Os dados reforçam o discurso oficial da Casa Rosada sobre a eficácia das medidas de choque econômico, enquanto a oposição e movimentos sociais monitoram se a redução da pobreza será sustentável ou se sofrerá oscilações com a flutuação cambial.


