Há mais de duas semanas, o país do Oriente Médio tem enfrentado grandes protestos em todo seu território por conta da situação econômica do país, agravada por sanções impostas pelos EUA e a União Européia devido ao avanço do programa nuclear iraniano e à guerra de 12 dias travada com Israel no final de 2025.
O governo iraniano, apesar de permitir os protestos, tem atuado com mão de ferro e o último boletim já aponta para mais de 2.000 mortos nos protestos.
Esta é a maior onda de protestos que o Irã enfrenta desde os protestos de 2022 quando Mahsa Amini foi presa por, supostamente, violar o código de vestimenta feminino do país.
O que está em jogo
Há duas semanas os iranianos de 25 das 31 províncias do Irã estão nas ruas reivindicando uma melhora na situação econômica do país que, há três anos se encontra em situação terrível e que, após a breve guerra contra Israel, piorou.
Inflação fora de controle e a desvalorização aguda frente ao dólar tem machucado a economia do país e a população, agora nas ruas, é a que mais sofre.
No poder desde 1979 o regime teocrático do Irã enfrenta seu maior desafio até o momento, onde equilibrar a economia e apaziguar a população insatisfeita se mostram uma tarefa quase impossível dado à forma com a qual o regime tem controlado a população na base da força, causando mortes e perseguições.
Além disso, o regime iraniano alega que os protestos foram “sequestrados” por “terroristas” americanos e israelenses para gerar ainda mais insatisfação no povo.
Seguiremos acompanhando novos desdobramentos.


