Foto: José Cruz/Agência Brasil
O salário mínimo, que serve de referência para a renda de 60 milhões de brasileiros, será reajustado em R$ 103 a partir de janeiro de 2026. A confirmação veio do Ministério do Planejamento e Orçamento, que anunciou que o valor saltará dos atuais R$ 1.518 para R$ 1.621.
Como o cálculo é feito
O aumento segue a Política de Valorização prevista na Lei nº 14.663/2023. O reajuste não é aleatório: ele combina a inflação do ano anterior (medida pelo INPC) com o crescimento do PIB de dois anos antes, neste caso, o desempenho da economia em 2024.
Quem sente o impacto direto
Segundo informações do governo, o novo piso nacional impacta diretamente uma parcela gigante da população.
- Trabalhadores: O novo valor é obrigatório para todos os contratos formais (CLT) que pagam o piso.
- Aposentados e Pensionistas: Beneficiários do INSS e do BPC (Benefício de Prestação Continuada) terão seus pagamentos reajustados automaticamente para o novo valor de R$ 1.621.
- Informais: Trabalhadores domésticos e autônomos também sentem o efeito, pois o mínimo baliza os preços de serviços no mercado informal.
De forma indireta, o aumento amplia o poder de compra das famílias de baixa renda, mas também eleva as despesas obrigatórias do orçamento federal, exigindo maior controle das contas públicas.


