Image: Ilustração feita no Gemini
Após dias de declarações duras e troca de acusações públicas, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, e o presidente da Colômbia, Gustavo Petro, conversaram por telefone na quarta-feira (07). A ligação teve como objetivo principal baixar a temperatura diplomática entre os dois países.
A conversa ocorre em um momento sensível da região, com os EUA já envolvidos em operações militares na Venezuela e governos sul-americanos atentos ao risco de expansão dessa política de intervenção.
O que levou à escalada de tensão
No domingo anterior (04), Trump afirmou a jornalistas que uma operação militar na Colômbia “soava bem”, classificando o país como um “vizinho doente” e acusando o governo colombiano de manter “fábricas de cocaína” voltadas ao mercado americano.
A resposta de Petro foi imediata e dura. O presidente colombiano declarou que defenderia a soberania do país “com armas, se necessário”, e afirmou que as forças armadas tinham ordem para reagir contra qualquer invasão estrangeira. O discurso elevou o alerta regional, especialmente diante do contexto de instabilidade na Venezuela.
Mudança de tom e tentativa de diálogo
Segundo comunicados oficiais, o tom da ligação foi diferente das declarações públicas anteriores. Trump afirmou que foi uma “honra” falar com Petro e fez um convite para uma reunião presencial na Casa Branca, em data ainda indefinida.
Após a conversa, Petro disse que Trump “não é bobo”, mas teria sido “mal informado” por assessores que o retrataram como envolvido com o narcotráfico. Apesar de defender o diálogo, o colombiano manteve o discurso de defesa firme da soberania nacional.


